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Comitê de supervisão do Facebook quer explicações sobre sistema que isentaria personalidades de regras

 
 
Notícias

Reportagem do jornal Wall Street Journal apontou que empresa utilizava programa que eximia celebridades, políticos e usuários seletos de algumas de suas regras de publicação.



22/09/2021

 



 

 

Homem usa aplicativo do Facebook no celular — Foto: Dado Ruvic/Reuters

 

O comitê de supervisão do Facebook, grupo independente que funciona como alta corte da plataforma, disse na última terça-feira (21) que pediu à rede social explicações sobre um sistema usado para analisar decisões de conteúdos relacionados a alguns usuários.

 

 

A solicitação acontece após o jornal americano "Wall Street Journal" publicar, na semana passada, uma reportagem com documentos internos que mostram que a empresa supostamente isentava celebridades, políticos e usuários seletos de algumas de suas regras de moderação.

 

 

O programa, conhecido como "verificação cruzada", ou "XCheck", adiciona uma nova camada de revisão antes da remoção de conteúdos para esses perfis, segundo o jornal. Pelo menos 5,8 milhões de pessoas fariam parte desse grupo em 2020.

 

 

A reportagem cita exemplos de publicações feitas por personalidades como Neymar, que compartilhou imagens de uma mulher nua que o acusou de estupro, que o Facebook removeu posteriormente.

 

 

O porta-voz do Facebook, Andy Stone, defendeu o programa em uma série de tuítes e apontou o que chamou de "problemas" na reportagem.

 

 

"Não existem dois sistemas de justiça; é uma tentativa de proteção contra erros", escreveu Stone no Twitter, em resposta ao jornal.

 

 

O comitê de supervisão disse que a "transparência é essencial para as plataformas de mídias sociais" e que irá publicar em outubro um relatório que indicará se o Facebook seguiu suas recomendações e que trará atualizações sobre o sistema de "verificação cruzada".

 

 

Instagram e saúde mental


 

 

O "Wall Street Journal" publicou outras reportagens com documentos internos do Facebook, incluindo uma sobre a Instagram – rede social que faz parte do império de Mark Zuckerberg desde 2012.

 

 

Nela, o jornal afirma que a companhia sabia que o Instagram afetava a forma como adolescentes viam seus corpos, levando a obsessões por um padrão ideal.

 

 

A reportagem indica que pesquisadores levantaram essas preocupações internamente, mas o aplicativo minimizava a questão para o público.

 

 

Em resposta, o Instagram disse que vai motivar seus usuários a não visualizar apenas conteúdo que promova o arquétipo do corpo feminino magro e atlético.

 

 

"Estamos trabalhando cada vez mais nas comparações e na imagem negativa do corpo", disse a plataforma, que assinalou que estuda formas de reagir quando percebe "que as pessoas se concentram nesse tipo de imagem".

 

 

"O artigo se concentra nas descobertas de estudos limitados e os apresenta em uma posição ruim", respondeu Karina Newton, diretora de relações públicas do Instagram. "Mas essas pesquisas mostram nosso compromisso com a compreensão dessas questões complexas."

 

 

No último sábado (18), Nick Clegg, vice-presidente de relações globais do Facebook, publicou uma série de tuítes apontando o que chamou de "caracterizações errôneas" das reportagens do "Wall Street Journal".

 

 

Segundo ele, as alegações de que o Facebook ignoraria de forma deliberada e sistemática pesquisas inconvenientes são "falsas".

 

 

Fonte: G1



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